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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
A Leitura nos Torna Deuses
Quem Lê não Respeita as Leis da Física
A leitura é o mais civilizado dos
requintes que podemos nutrir por algo, uma das paixões mais civilizadas.
Ler envolve processos cognitivos complexos.
Se vocês dedicar um tempo para pesquisar a respeito da escrita, fazer uma análise
ligeira sobre a história da leitura e do que ela é capaz, você será tentado a considera-la
o engenho mais fascinante criado pelo ser humano, superior ao próprio ato da
fala.
Nós vivemos em um universo
repleto de elementos e eventos fascinantes e cheios de complexidades. Muitos
desses elementos, apenas na atual era do avanço científico e tecnológico,
puderam ser descobertos, analisados e compreendidos, como a existência dos
assombrosos buracos negros, suas possíveis causas e implicações. Porém, nenhum
desses elementos foi consequência da ação humana, eles existiam muito antes de
nós. As letras, as palavras, os conceitos e os processos nos quais estes três são
aplicados, possibilitando a escrita e a leitura, atribui aos seres humanos o
caráter de deuses. Nós trouxemos à existência um elemento novo e inexistente em
todo o universo sem fazer uso de matéria-prima alguma.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Análise: Mestre Gil de Ham [de J.R.R. Tolkien]
Mestre Gil só confirma que Tolkien é imperativo no reino dos escritores da fantasia e contadores de histórias.
Sobre a Obra
Trata-se se uma história inicialmente criada para entreter seus filhos, mas que adquiriu proporções universais acabando por tornar-se mais uma das grandes e inesquecíveis obras de Tolkien.
Mestre Gil é um fazendeiro que mora com a sua esposa e com Garm, seu cachorro vaidoso e covarde. Uma série de eventos insólitos e que demanda muita bravura do pobre fazendeiro surge como resultado da casual presença de um gigante que, em sua viagem, vem arrasando flores e ameaçando a integridade de sua fazenda. Mestre Gil nem imagina que o gigante em suas terras virá a ser o menor de todos os seus problemas. O bom humor de Tolkien está presente e praticamente toda a história e seus dotes como contador de história e inventor de mundos.
Mestre Gil de Ham e Sua Aplicação à Vida Real
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Análise: Hamlet [de William Shakespeare]
Tratando-se de uma obra que abre passagens para inúmeras interpretações e aplicações, vou me conter em esboçar esta minha admiração e adoração pela obra que é, sem dúvidas, uma das melhores e mais marcantes leituras de minha vida.
Hamlet é a encarnação do Grandioso, do Magnífico. É a própria grandiosidade e magnificência. Uma prova de que a literatura é o meio pelo qual o homem é capaz da perfeição.
Sobre a Obra
Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, passada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai Hamlet, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.
Hamlet e Sua Aplicação na Vida Real
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domingo, 19 de janeiro de 2014
Análise: O Planeta dos Dragões [de Jack Vance]
O Planeta dos Dragões (no original The Dragons Masters - Os Mestres dos Dragões) , vencedor do prêmio Hugo á uma fantasia científica escrita em 1962.
Sobre a Obra
No planeta Aerlith, os homens procuram reconstituir a civilização perdida. No passado, com suas astronaves e uma ciência avançada, a raça humana conquistara e colonizara toda a galáxia. Agora só restam pequenos núcleos isolados, entregues à própria sorte. E o que é pior: destruindo-se mutuamente em guerras inúteis, frutos da inveja, ambição e poder.
Além dos homens e dragões, vivem em Aerlich os Sacerdotes, uma raça misteriosa de homens que andam nus e só falam quando interrogados. Praticam uma espécie de misticismo Zen, embora seu raciocínio obedeça a uma lógica implacável. E não são tão inocentes e pacatos como parecem. Joaz Banbeck sonha vencer os Básicos e retomar a gloriosa jornada do homem pelo Universo.
O Planeta dos Dragões e Sua Aplicação na Vida Real
sábado, 18 de janeiro de 2014
Análise: Na Praia [de Ian McEwan]
É o tipo de história que nos deixa tão assustados quanto um livro de terror, mesmo sem possuir nenhum elemento de tal gênero, apenas por nos revelar verdades que não havíamos encarado frente a frente.
Sobre a Obra
Inglaterra, 1962. As profundas mudanças na moral e no comportamento sexual que abalariam o mundo ao longo daquela década ainda estão em estado de gestação. Edward Mayhew e Florence Ponting, ambos virgens, se instalam num hotel na praia de Chesil, perto do Canal da Mancha, para celebrar sua noite de núpcias. Ele é um rapaz recém-formado em história, de origem provinciana; sua mãe tem problemas mentais, e o pai é professor secundário. A noiva é uma violinista promissora, líder de seu próprio quarteto de cordas, filha de um industrial e de uma professora universitária de Oxford.
O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repleto de lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros. Na praia, entretanto, vai além disso. Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan, o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo.
Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.
Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notável talento para captar e expressar os descaminhos da vida interior.
O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repleto de lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros. Na praia, entretanto, vai além disso. Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan, o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo.
Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.
Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notável talento para captar e expressar os descaminhos da vida interior.
Na Praia e Sua Aplicação na Vida Real
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Análise: Poliana [de Eleanor H. Porter]
Poliana (no original Pollyanna) é o 8º livro do meu projeto, é uma parábola romanceada (e tanto quanto hiperbólica) de como podemos encarar a vida sobre uma perspectiva mais otimista.
Sobre a Obra
Poliana é uma criança que aos onze anos tornou-se órfã, e que duas semanas após a morte de seus pai, um pastor missionário, vai morar com uma tia materna que é dona de uma grande fortuna e de um caráter severo. Tão logo é recebida na cidade, Poliana revelar possuir uma auto-estima elevada ao nível máximo, o que a permite encontrar sempre, em qualquer situação, motivos para não desanimar ou entregar-se à tristeza. Essa atitude se deve ao "jogo do contente" que seu pai lhe ensinou e que, não muito tempo depois de sua chegada, toda a cidade começa a jogar.
Poliana e Sua Aplicação na Vida Real
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Análise: Ratos e Homens [de John Steinbeck]
Uma história de tragédias, belezas e sonhos. Sobre como é possível viver em companhia de outros e sentir-se, ainda assim, mortalmente só.
Sobre a Obra
A história trágica de George, um homem inteligente, porém sem instrução e de Lennie, homem de grande estatura e força porém intelectualmente limitado, dois trabalhadores rurais na Califórnia durante a Grande Depressão, que se deslocam de um lugar para outro em busca de novas oportunidades de emprego.
Ratos e Homens e Sua Aplicação na Vida Real
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Análise: O Oceano no Fim do Caminho [de Neil Gaiman]
Uma leitura de poder, capaz de mexer com coisas que há muito estavam adormecidas dentro do leitor. Uma história que choca realidade e fantasia de forma sensível, tornando-as quase indistinguíveis entre si.
Para ler e encontrar partes de nós que haviam se perdido.
"Vivia mais nos livros do que em qualquer outro lugar". - Gaiman
Sobre a Obra
Um homem sem nome volta à sua cidade natal para um funeral e se vê envolvido em memórias há muito esquecidas que recordam eventos ocorridos 40 anos antes.
O Oceano no Fim do Caminho e Sua Aplicação na Vida Real
+ Vivendo nos Livros
Me sinto privilegiado em pertencer ao círculo formado por aqueles que tiveram o privilégio de conhecer o mundo dos livros ainda na infância e que imergiram completamente nessa realidade para nunca mais voltar atrás. O momento em que a criança lê o seu primeiro livro é um marco de proporções inalcançáveis, o passaporte para uma realidade muito mais significativa, desbravativa, mais suportável. Crescer e ler são combinações com infinitos resultados distintos e que confere ao indivíduo poder para caminhar em um mundo repleto de contrastes com suficiente confiança e coragem. O próprio ato de ler já detém seu valor, mas a leitura de livros o centuplica.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Análise: A Revolução dos Bichos [de George Orwell]
Se você nunca leu A Revolução dos Bichos, desmarque qualquer compromisso, para o que quer que você esteja fazendo, desligue a TV, saia da internet, levante da cama, prepare uma boa bebida, pegue uns biscoitos e vá ler esse livro!
ALERTA: Esteja preparado para encarar verdades duras!
Sobre a Obra
Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação, levaram A revolução dos Bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Análise: Crônica de Uma Morte Anunciada [de Gabriel García Márquez]
Crônica de Uma Morte Anunciada é o 4º livro do meu projeto de leitura diária e, até o momento, o mais perturbador.
Sobre a Obra
"No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5 e 30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo."
Trata-se de uma novela cuja narrativa, de caráter jornalistico/investigativo, reconstrói os eventos que precederam o assassinato do protagonista, Santiago Nasar, por meio de relatos de testemunhas, suas memórias e a dos que, de algum modo, possuíam algo a acrescentar. ou se mostraram ter alguma ligação com os eventos que desencadearam o crime. Quando praticamente todos sabem que há uma intenção assassina dirigida a alguém, permanecer indiferente, calar-se e tratar levianamente o fato nos torna também responsáveis pela morte e, portanto, assassinos. Ao fim da leitura do livro, sentimos o peso de nossas atitudes diante dos eventos do cotidiano e a nossa importância, para o bem ou para o mal, na vida daqueles que nos cercam.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Análise: A Elegância do Ouriço [de Muriel Barbery]
Irônico, belo, cativante, maravilhoso e inesquecível.
Sobre a Obra
A Elegância do Ouriço (no original L' Elégance du Hérisson) é um romance filosófico que narra a história de alguns moradores do número 7 da Rue de Grenelle do ponto de vista de duas fortes personagens femininas, sendo uma delas Paloma, uma garota de 12 anos com uma capacidade reflexiva e de uma inteligência acima do comum, filha de pais com grande poder aquisitivo e membros da elite da sociedade; E Renée, zeladora do prédio em que mora Paloma e muitas outras famílias da alta sociedade, uma senhora que esconde sob a faixada de pobre iletrada, ignorante e obtusa, um imenso amor pela literatura, pela música e por toda forma de arte, dotada de uma capacidade reflexiva invejável e detentora de uma inteligência admirável. Paloma tem de lhe dar com a incompreensão se sua família e viver em meio aos seus costumes e hábitos mantendo sempre a discrição quanto aos seus pensamentos a respeito do modo como estes vem levando a vida. Ela tenta encontrar motivos para continuar vivendo e o significado da existência observando as pessoas ao seu redor e refletindo sobre momentos e situações do cotidiano. Ela está disposta a sacrificar a própria vida caso não encontre motivos convincentes para continuar existindo. Por meio de Renée e Paloma, somos apresentados ao estilo de vida dos moradores do prédio e de alguns dos moradores do bairro em que residem. Em cada personagem e nas reflexões e abordagens que nos são apresentadas sob as perspectivas dessas duas mulheres, temos um convite a refletir sobre nossa vida, nossos comportamentos como seres sociais e, acima de tudo, sobre a existência e seus mistérios desde o mais simples e trivial evento.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Análise: A Metamorfose [de Franz Kafka]
Acabo de concluir a leitura de A Metamorfose (no original alemão, Die Verwandlung) o 2º livro do meu projeto de leitura, faltando algumas horas para ir trabalhar mas, valerá a pena o atraso.
Um clássico para ser lido e jamais esquecido. Um livro sobre mim e sobre você.
Sobre a Obra
"Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de inseto."
Uma novela escrita pelo tcheco Kafka, que escreveu suas obras na língua alemã e que é um dos mais influentes escritores da literatura ocidental. Gregor Samsa, um caixeiro-viajante, é o total responsável pelo sustento da família, seus pais e uma irmã. Em uma manhã, ao acordar, Gregor se dá conta de que foi vítima de alguma espécie de metamorfose física e deste instante em diante precisa lidar com essa nova realidade da melhor forma possível. Sua família vê-se em necessidade de sobreviverem por si só, sem mais a ajuda do filho, mas levar a vida adiante vai exigir deles um preparo pelo qual nenhum ser humano estava preparado até então.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Análise: Adeus, Mr. Chips [de James Hilton]
Trata-se de um daqueles livros que nos faz questionar "Por que motivo nunca ouvi falar desse livro antes?"
Sobre a Obra
Trata-se de uma novela escrita pelo inglês James Hilton (09/09/1900 - 20/12/1954), que nos conta a história de Mr. Chipping, tradicionalista, severo e rígido ao seu modo, exteriormente tímido e interiormente brilhante, compreensivo, amável, que nos é apresentado aos 81 anos de idade, já aposentado e sob os cuidados de sua anfitriã, a Sra. Wickett. Nesse contexto, por meio de suas memórias descritas emflashbacks, somos apresentados a um Chips de 22 anos, iniciando seu exercício como professor de grego e latim em um internato para jovens garotos britânicos e percorremos vários momentos da vida vivida por ele, suas transformações, a influência que exerce sobre seus alunos e o futuro destino dos mesmos, seu relacionamento admirável com a mulher que vem a ser não apenas sua esposa, mas a divisora de águas em sua vida.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Análise: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Alguns livros são grandiosos por
um motivo bastante peculiar: eles falam
sobre livros.
Eu já tive a oportunidade de ler
alguns livros que possuem como foco principal o ato de ler livros, isto é, a leitura
de ficção, os livros e leitores. Esses são livros que, se bem escritos, tem um
efeito divisor de águas na vida do leitor. Eles reafirmam o amor pela leitura,
elevam seu significado e importância, abre-nos os olhos para uma nova
perspectiva a respeito do leitor que há em nós, nos fornece ânimo para
continuar esse empreendimento que acaba por se tornar não apenas um benefício
pessoal, mas que se difunde e se espalha para outros, que nos torna
interessantes, atentos, conscientes de nós mesmos e também dos outros, que nos
fornecem as ferramentas necessárias para vivermos a realidade trágica do mundo
em que estamos inseridos, que nos tornam referências e, além de tudo, nos
agracia com o que podemos definir como um prazer insubstituível e uma
experiência tão fantástica quanto as próprias histórias que lemos.
Análise: O Mapa do Tempo, de Felix J. Palma
Trata-se de um daqueles livros
que renova o amor que sentimos pela leitura e nos traz à mente o motivo pelo
qual amamos tanto essa atividade tão única que é o ato de ler e que transforma o leitor inevitavelmente.
"O que me espera na direção
que não escolho?"
Com essa indagação, Palma nos introduz
no universo que ele elaborou e nos permite incorporar os corpos feitos de tinta
e papel dos inúmeros personagens que vagam por uma Londres do século XIX, onde
a ciência avança a cada dia e homens e mulheres de renome vivem suas vidas em
seus casarões e mansões, alheios ao sofrimento dos pobres miseráveis que foram
fadados a viverem uma vida em uma Londres suja e repleta de perigos, onde a
vida parecia transcorrer em uma torrente de lama imunda.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Análise: O Pistoleiro, de Stephen King
"O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás."
Para alguns, ler O Pistoleiro é uma tarefa árdua, mas é uma leitura que vale cada gota de suor.
O Pistoleiro é uma leitura complexa e perturbadora.
Eu confesso que me sinto orgulhoso por ter lido um livro de personagens tão enigmáticos, com pensamentos, ações e reações que são um convite para a reflexão não apenas do comportamento humano, mas da forma como cada ser humano encara os fatos da vida.
Acompanhamos Roland em sua perseguição mortal ao homem de preto, que pode ser tanto um homem comum, como algo não tão comum quanto um simples homem. Roland está realmente disposto à correr todos os riscos para chegar ao homem de preto, e mais que isso, ás respostas que ele possui para suas perguntas.
Acredito que do mesmo modo que Roland precisa de respostas para perguntas que ele não consegue responder, respostas das quais necessita desesperadamente, nós também precisamos, e também as buscamos.
Análise: O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger
J. D. Salinger é um daqueles
exemplos de pessoas que podem ser citadas quando se quer falar de alguém que
mudou o rumo das coisas em âmbito universal, que mudou as pessoas e continuará
a fazer isso ainda depois de sua morte, pois quando você consegue colocar uma
perspectiva completamente desconhecida e inovadora na mente de uma nação e
mudar o seu modo não só de ver mas de ser e agir, ocorre um fenômeno em cadeia
que ultrapassa anos e que perdura mesmo após a sua morte. Um evento com começo,
sem fim. Salinger foi uma daquelas pessoas raras que podem ser citadas como
pessoas que criaram uma geração. O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher
in the Rye), por sua vez, é o único de sua espécie, um feito sem igual, ímpar, um
daqueles raríssimos livros que se tornam matéria-prima da qual derivam outros
livros e que servem de inspiração para músicas, filmes e, por que não,
assassinatos.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Análise: Épico, de Conor Kostick
Distopia, Fantasia, Ciber-Ficção, todas majestosamente equilibradas em Épico, um livro que me surpreendeu como um YA (Young Adult) não fazia há um bom tempo!
Tendo lido essa história fantástica, posso então confirmar a informação presente em uma das orelhas do livro, que por sinal, foi muito bem confeccionado e revisado:
"Conor Kostick agrada tanto a fãs de Fantasia quanto de Ficção Científica com essa aventura que une profundos dilemas morais, viagens por um incrível mundo virtual e batalhas de tirar o fôlego. Épico, seu primeiro livro de Ficção, ganhou o prêmio Booklist de melhor livro de fantasia para jovens de 2007 e recebeu a Menção Honrosa do International Board on Book for Young People em 2006".
Você conhece aquela sensação de que, por uma escolha impensada, algo poderia não ter sido como foi? A incômoda consciência de que quase perdemos algo realmente importante, por causa de uma decisão irrefletida ou pelo simples acaso? E que, quando enfim constatamos que essa possibilidade já foi anulada nos sentimos aliviados? É como me sinto com relação a Épico, aliviado por tê-lo encontrado em uma estante na livraria e o adquirido. Eu mal imaginava que estava de posse de uma obra única e que teria o papel fundamental que todo livro deveria desempenhar: nos lembrar do poder e prazer da leitura.
Por qual motivo você deveria parar tudo o que você está fazendo para ler Épico?
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Análise: Fogo de Dente-de-Leão, de N.D. Wilson
"Eles definitivamente não estão mais no Kansas ou neste mundo. O que se esconde dentro dos armários pode ser perigoso..."
Fogo de Dente-de-Leão foi tudo o que eu não esperava para a sequência de 100 Armários e foi, também, exatamente o que eu estava precisando: um livro de fantasia com conteúdo original.
Em 100 Armários a criatividade (indispensável à uma boa história de fantasia) de N.D. Wilson é um componente que pode ser percebido em um único capítulo por meio de sua escrita, diálogos entre seus personagens,
os personagens em si, suas paisagens e os conflitos, ações e atitudes de cada elemento da obra, sua sabedoria, entre outros. Só posso afirmar que, de uma forma inesperada e verdadeiramente incrível, ele elevou esse talento a um nível muito mais alto enquanto guiava o destino de Henry no segundo livro dessa trilogia de caráter único e encantador.
os personagens em si, suas paisagens e os conflitos, ações e atitudes de cada elemento da obra, sua sabedoria, entre outros. Só posso afirmar que, de uma forma inesperada e verdadeiramente incrível, ele elevou esse talento a um nível muito mais alto enquanto guiava o destino de Henry no segundo livro dessa trilogia de caráter único e encantador.
Em Fogo de Dente-de-Leão, N.D. Wilson guia o leitor nos palmíferos solos férteis da Alta Fantasia!
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